quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Transtornos de Ansiedade




Todos os Transtornos de Ansiedade têm como manifestação principal um alto nível de ansiedade. Ansiedade é um estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça, acompanhado por várias reações físicas e mentais desconfortáveis. Os principais Transtornos de Ansiedade são: Síndrome do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Estresse Pós-Traumático, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Distúrbio de Ansiedade Generalizada. É comum que haja comorbidade e assim uma pessoa pode apresentar sintomas de mais de um tipo de transtorno de ansiedade ao mesmo tempo e destes com outros problemas como depressão. No geral, os transtornos de ansiedade respondem muito bem ao tratamento psicológico especializado.

Saiba um pouco sobre cada Transtorno de Ansiedade:

Estresse Pós Traumático:

Estado ansioso com expectativa recorrente de reviver uma experiência que tenha sido muito traumática. Por exemplo, depois de ter sido assaltado, ficar com medo de que ocorra de novo, ter medo de sair na rua, ter pesadelos, etc. Geralmente após um evento traumático a ansiedade diminui logo no primeiro mês sem maiores consequências. Porém, em alguns casos, os sintomas  persistem por mais tempo ou reaparecem depois de um tempo, levando a um estado denominado como Estresse Pós Traumático.

Distúrbio de Ansiedade Generalizada:

Estado de ansiedade e preocupação excessiva sobre diversas coisas da vida. Este estado aparece frequentemente e se acompanha de alguns dos seguintes sintomas: irritabilidade, dificuldade em concentrar-se, inquietação, fadiga e humor deprimido.

Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico é caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico. Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos como taquicardia, perda do foco visual, dificuldade de respirar, sensação de irrealidade, etc...

Fobia Simples:

Medo irracional relacionada a um objeto ou situação específico. Na presença do estímulo fóbico a pessoa apresenta uma forte reação de ansiedade, podendo chegar a ter um ataque de pânico. Por exemplo a pessoa pode ter fobia de sangue, de animais, de altura, de elevador, de lugares fechados ou abertos, fobia de dirigir, etc. Há muitas formas possíveis de fobia, visto que o estímulo fóbico assume um lugar substituto para os reais motivos de ansiedade da pessoa. O motivo original vai ser descoberto na terapia.

Transtorno Obsessivo-Compulsivo:

Estado em que se apresentam obsessões ou compulsões repetidamente, causando grande sofrimento à pessoa. Obsessões são pensamentos, idéias ou imagens que invadem a consciência da pessoa. Há vários exemplos como dúvidas que sempre retornam (se fechou o gás, se fechou a porta, etc.), fantasias de querer fazer algo que considera errado (machucar alguém, xingar, etc.), entre vários outros. As compulsões são atos repetitivos que tem como função tentar aliviar a ansiedade trazida pelas obsessões.


TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA :

O que é ?
A ansiedade é um sentimento desagradável, vago, indefinido, que pode vir acompanhado de sensações como frio no estômago, aperto no peito, coração acelerado, tremores e podendo haver também sensação de falta de ar. É um sinal de alerta, que faz com que a pessoa possa se defender e proteger de ameaças, sendo uma reação natural e necessária para a auto-preservação. Não é um estado normal, mas é uma reação normal, esperada em determinadas situações. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas por serem naturais, esperadas e auto-limitadas. A ansiedade patológica, por outro lado caracteriza-se por ter uma duração e intensidade maior que o esperado pra a situação, e além de não ajudar a enfrentar um fator estressor, ela dificulta e atrapalha a reação. O transtorno de ansiedade generalizada costuma ser uma doença crônica, com curtos períodos de remissão e importante causa de sofrimento durante vários anos. É uma preocupação exagerada que pode abranger diversos eventos ou atividades da vida da pessoa e pode vir acompanhado de sintomas como irritabilidade, tensões musculares, perturbações no sono, entre outros. Costuma causar um comprometimento significativo no funcionamento social ou ocupacional da pessoa, podendo gerar um acentuado sofrimento.  Assim, a pessoa pode lavar a mão muitas vezes para tentar aliviar uma idéia recorrente de que está sujo, ou verificar muitas vezes se uma porta está fechada, fazer contas para afastar algum pensamento, arrumar as coisas, repetir atos, etc.

Uma nota para Reflexão:

O que é normal e o que não é normal em nossa vida mental ?

É importante notar que todos nós apresentamos alguns comportamentos "estranhos" uma vez ou outra. A vida psicológica normalmente é cheia de estados emocionais variados, de transições e crises. Todos nós temos alguns medos ilógicos, algumas idéias intrusas em nossa consciência e estados de ansiedade mais intensos.O que caracteriza um estado como patológico é quando estas situações dominam a nossa vida mental, quando o sofrimento emocional (ansiedade, desânimo, etc.) passa a ocupar o primeiro plano em nossas vidas e nos impede de viver outras experiências. Na psicopatologia, ocorre certa perda de liberdade e ficamos paralisados em modos estereotipados de funcionamento, sofrendo. Nestas situações necessitamos de ajuda psicológica. A psicoterapia nos ajuda a sair deste estado de paralisia, ajudando a restaurar nossa capacidade de prosseguir construindo nossa vida e respondendo de modo criativo aos desafios.

           www.abcdasaude.com.br/artigo

Diego Silva Belo de Assunção.
Diretor de Extensão da LAESAM

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Casar faz bem para saúde

O casamento faz bem para a saúde física e mental de homens e mulheres, mostra um estudo publicado na edição de fevereiro da publicação 'British Medical Journal'. A edição especial de Valentine's Day, o Dia dos Namorados do Hemisfério Norte, que acontece dia 14 de fevereiro, traz diversos estudos que mostram que casar - e não apenas morar junto - traz melhoras significativas para a vida do casal.

Na pesquisa mais significativa, os pesquisadores John e David Gallacher, da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, descobriram que pessoas casadas vivem mais e têm uma saúde melhor do que os solteiros ou divorciados.
Tradicionalmente, já existe a idéia de que o casamento faz bem à saúde. Mas como antigamente praticamente todos os adultos eram casados, ficava difícil comprovar a tese cientificamente. Com o aumento de solteiros nos últimos 30 anos, foi possível fazer estas avaliações. O grupo com a maior longevidade, sem dúvida, é o dos casados - afirma Gallacher.
O estudo avaliou a saúde de mais de um milhão de pessoas em sete países europeus. Os casados, segundo os pesquisadores, vivem cerca de 10% a 15% a mais do que aquelas que vivem sozinhas.
A principal hipótese para explicar esta longevidade seria a de que indivíduos bem ajustados gravitam para o casamento, sugerindo que não é o casamento que aumenta a saúde, mas que os indivíduos que escolhem casar já têm uma saúde melhor antes do matrimônio.
Outra teoria é a de que o casamento melhora a qualidade de vida e a convivência em grupo, já que os parceiros passam a ter mais compromissos em família e, por consequência, um maior apoio psicológico. O fortalecimento dos laços afetivos é especialmente benéfico para os homens, que passam a beber menos e evitam comportamentos de risco.
Mas nem todo relacionamento é bom para a saúde, alertam John e David Gallacher. Adolescentes envolvidos em namoros longos costumam ter mais sintomas depressivos do que seus amigos solteiros, enquanto os homens que se casam antes dos 25 anos não parecem se beneficiar tanto do matrimônio. Já as mulheres se beneficiam mais do casamento se ele acontecer entre os 19 e os 25 anos.
Para os autores da pesquisa, morar junto não é tão bom para a saúde quanto casar. Segundo Gallacher, o estresse da coabitação pode aumentar o risco de diversos problemas de saúde e ainda multiplica as chances do casal se separar após o casamento.
E, embora as crianças possam trazer uma satisfação a longo prazo para o casal, elas costumam trazer desequilíbrio para o relacionamento, principalmente se os parceiros não tiverem maturidade emocional. Os pesquisadores também descobriram que mulheres que trocam de parceiros com frequência ou emendam um relacionamento no outro costumam ter mais distúrbios psicológicos, como os transtornos ansiosos e a depressão.



Artur Rodrigues Cunha
Diretor Vice-Presidente da LAESAM

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Portal Complementar


Uma parceria entre Professores, Universidades, Comunidade e Iniciativa Privada. O Portal Complementar é uma iniciativa da empresa Caderno Virtual - Informática e Educação Ltda.sediada em Uberlândia-MG e especializada na produção de conteúdo e tecnologia educacional.

Em parceria com professores de diversas IES do Triângulo Mineiro, o Portal Complementar é uma ferramenta à disposição dos Docentes de Ensino Médio e Superior com o objetivo de levar conhecimento à comunidade na forma de Cursos LivresCursos Preparatórios para Concursos, Atividades Complementares e de Extensão e Preparatórios para Certificações.


O conteúdo pedagógico é elaborado e produzido pelos próprios docentes nos estúdios e laboratórios da Caderno Virtual, que realiza a supervisão pedagógica e a gestão do Portal, além de se responsabilizar pela sua publicação na Web.

A comercialização dos cursos é realizada através de parceria com o PagSeguro, que é uma empresa do grupo UOL, e garante a segurança em pagamentos via boleto bancário, cartões de crédio ou débito e até mesmo depósitos ou transferências de valores.

Artur Rodrigues Cunha
Diretor Vice-Presidente da LAESAM

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Congresso Nursing 2011 com inscrições ABERTAS

Em abril, nos dias 28 e 29, a Revista Nursing promove o 9º Congresso Nursing evento reconhecido como um dos mais importantes da área de enfermagem no Brasil com diversos palestrantes renomados e uma premiação para o melhor trabalho científico.

As inscrições serão até o dia 18 de março. Com o tema “ Desafios e Conflitos na Prática de Enfermagem”, os enfermeiros e profissionais da saúde poderão acompanhar diversas palestras sobre desde conflitos morais até as catástrofes.

Além das palestras, os formandos podem apresentar os trabalhos, divulgando conhecimento cientifico. Todos os inscritos concorrerão a 1 notebook e mais 2 conjuntos de 6 livros de enfermagem.

Participem!
Acesse: www.nursing.com.br/congresso

Artur Rodrigues Cunha
Diretor Vice-Presidente

Região serrana pode sofrer surto de problemas mentais

Segundo a especialista, Katrina Pereira, cidade vai sofrer com a saúde mental durante muito tempo e vai precisar de um suporte. Os municípios da região serrana do Rio atingidos pelas chuvas que já causaram mais de 790 mortes devem se preparar para enfrentar uma verdadeira "epidemia de problemas mentais".

A perda de parentes e amigos vai deixar marcas que levarão meses, até anos para, cicatrizar. O alerta é da psicóloga Katrina Pereira, que trabalha no Hospital Pedro Ernesto, no Rio. Desde os primeiros dias da catástrofe, ela se transferiu para Nova Friburgo, onde está atuando como voluntária no hospital de campanha da Marinha.
" A nossa cidade vai sofrer com a saúde mental durante muito tempo e vai precisar de um suporte. Os lutos patológicos vão ser grandes, porque muitas pessoas não conseguiram sequer enterrar seus familiares. Então, fica aquela esperança de que podem estar em algum hospital, que tenham sido socorridos. Outros conseguiram enterrar, mas foi de uma forma tão rápida que nem elaboraram ainda essa perda" , explicou a psicóloga.
Katrina Pereira alertou também para um possível aumento de casos de suicídio, que deve ser detectado com antecedência por uma rede de atendimento público. " Haverá aumento nos casos de depressão e riscos de suicídio e a cidade vai ter que acordar para isso. Perder filhos, mulher, perder tudo, acaba ficando sem sentido para a vida."
Segundo ela, também haverá mais incidência de doenças físicas como pressão alta, diabetes e úlceras, decorrentes de problemas psicológicos. Outros buscarão nas drogas e no alcoolismo uma fuga para a dor das perdas.

Ela explica que cada indivíduo vai trabalhar de forma diferente essas perdas e que, nesse momento, é importante que se fortaleça a rede de relacionamentos em torno da pessoa atingida pela tragédia, seja de vizinhos, colegas de trabalho ou amigos. Só agora, alerta a psicóloga, passados mais de dez dias da tragédia é que as pessoas vão realmente acordar para o que aconteceu.


"Depois que ela [vítima] sair da fase aguda [da crise psicológica], é preciso fazer um trabalho para que se crie novamente esperança para reconstruir uma casa, para ir atrás de uma vida melhor, de um novo emprego, de uma nova família. Não vai apagar essa dor que ficou. A saudade vai se estender, mas existe vida pela frente. Cada um vai encontrar um motivo próprio para encarar e superar tudo isso" , assegurou a psicóloga com otimismo.
Fonte: Agência Brasil
Artur Rodrigues Cunha
Diretor Vice-Presidente

No Brasil, 132 mil infartos são causados por preocupações do dia a dia



Artur Rodrigues Cunha
Diretor Vice-Presidente

PESQUISAS ABP

Cerca de 5 milhões de crianças demonstram problemas mentais
Aproximadamente 12,6% dos brasileiros entre 6 e 17 anos apresentam sintomas de transtornos mentais importantes.

A Associação Brasileira de Psiquiatria realizou, em parceria com o instituto Ibope, uma pesquisa nacional para avaliar como anda a saúde mental da criança brasileira. O estudo estimou a prevalência de sintomas dos transtornos mentais mais comuns na infância e na adolescência (de 6 a 17 anos) e as formas de atendimento mais utilizadas.
Entre 15 e 19 de agosto de 2008, foram realizadas 2002 entrevistas, em 142 municípios de todas as regiões do Brasil. Segundo a pesquisa, 12,6% das mães relataram ter um filho com sintomas de transtorno mental importante ao ponto de necessitar tratamento ou auxílio especializado. O número equivale a cerca de 5 milhões de crianças. Dessas, 28,9% não conseguiram ou não tiveram acesso a atendimento público; 46,7% obtiveram tratamento no SUS e 24,2% através de convênio ou profissional particular.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Tatiana Moya, o resultado é preocupante, mas não surpreendente. “Os dados do Ministério da Saúde mostram que existem apenas 264 unidades de atendimento público (Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil - CAPSI) especializados no atendimento em saúde mental para crianças e adolescentes em todo o país”.
Para atender a demanda apontada pelo estudo, cada CAPSI precisaria atender 19 mil pacientes. A capacidade média dos centros, entretanto, é de 240 crianças e adolescentes por ano. De acordo com a localização, a carência de serviços é ainda maior. Em toda a Região Norte, por exemplo, existem apenas seis CAPSI; no Centro-Oeste há 13 centros.
Para Tatiana, especialista em psiquiatria da infância e adolescência, a pesquisa reforça o que os profissionais vivenciam na prática. “Não temos onde atender, encaminhar e dar assistência. É um cenário triste, pois a falta de tratamento traz conseqüências sérias. Crianças que não conseguem tratamento se desenvolvem mal e se tornam adultos vulneráveis, com dificuldades de manter sua autonomia, estabilidade econômica e cuidados com os filhos, que também ficam mais vulneráveis”, alerta.
O presidente da ABP, João Alberto Carvalho, explica a importância da pesquisa. “Não foi sem propósito que escolhemos este tema. A criança não toca só nosso coração, mas principalmente nosso compromisso ético. Pesquisar a saúde mental da criança é pensar prevenção, educação, informação e combate ao estigma. É ação comunitária, compromisso com o país”.

Incidência

A maior parte das crianças e adolescentes apresenta sintomas para mais de um transtorno mental. Mais de 3 milhões (8,7%) têm sinais de hiperatividade ou desatenção; 7,8% possuem dificuldades com leitura, escrita e contas (sintomas que correspondem ao transtorno de aprendizagem), 6,7% têm sintomas de irritabilidade e comportamentos desafiadores e 6,4% apresentam dificuldade de compreensão e atraso em relação a outras crianças da mesma idade.
Sinais importantes de depressão também aparecem em aproximadamente 4,2% das crianças e adolescentes. Na área dos transtornos ansiosos, 5,9% têm ansiedade importante com a separação da figura de apego, 4,2% em situações de exposição social e 3,9% em atividades rotineiras como deveres da escola, o futuro e a saúde dos pais.
Mais de 1 milhão das crianças e adolescentes (2,8%) apresentam problemas significativos com álcool e outras drogas. Esta população parece ter enfrentado uma dificuldade ainda maior para conseguir tratamento. Na área de problemas de conduta, como mentir, brigar, furtar e desrespeitar, 3,4% das crianças apresentam problemas. A margem de erro da pesquisa é de 2% para a prevalência dos sintomas de transtornos mentais e de 6% para as estimativas de utilização dos serviços de assistência.


Silas Santos
Diretor Presidente da LAESAM

ESTUDO INGLÊS RELACIONA VÍCIO EM INTERNET COM DEPRESSÃO

Uma pesquisa conduzida na Grã-Bretanha aponta ligação entre o vício em internet e depressão


Estudo realizado na Universidade de Leeds, publicado na revista científica Psychopathology, mostrou que entre os 1.319 entrevistados, 1,2% usavam de forma exagerada a internet, prejudicando outras áreas de suas vidas.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo encontrou que essas pessoas, consideradas pelos estudiosos como viciadas em internet, eram cinco vezes mais deprimidas do que os usuários que não foram classificados como viciados.

Os cientistas afirmaram, porém, que não podem dizer que um problema necessariamente causa o outro e ressaltaram que a maioria dos internautas não apresenta transtornos de saúde mental. Como trata-se de um estudo do tipo transversal, não se sabe o que vem primeiro: se pessoas deprimidas são mais atraídas pela internet ou se internet causa depressão. Pesquisas adicionais são necessárias para esclarecer esta questão.

Recrutamento dos voluntários para a pesquisa

Os 1.319 voluntários participantes da pesquisa ocorreu através de sites de relacionamento e apresentaram entre 16 e 51 anos de idade (e idade média de 21 anos). Os pesquisados tinham que responder a um questionário online no qual eram questionados a respeito de quanto usavam a internet e quais eram os motivos. Também foram feitas perguntas sobre depressão.

Os autores do estudo classificaram 18 dos voluntários, 1,2% do total, como viciados em internet. Este grupo passou, proporcionalmente, mais tempo em páginas sobre sexo, jogos de azar e comunidades online. A pontuação deste grupo para sintomas depressívos mostrou níveis moderados a graves de depressão.
Metodologia questionável

Os críticos da pesquisa relatam que o vício em internet não pode ser diagnosticado de forma confiável com os métodos utilizados e a forma de recrutamento de pesquisados também podem produzir uma amostra com viéses.

Fontes: BBC Brasil, site Associação Brasileira de Psiquiatria

 
Silas Santos
Diretor Presidente da LAESAM

ESTUDO INÉDITO MOSTRA TAXA AUMENTADA DE SUÍCIDIOS EM JOVENS ASMÁTICOS

Um estudo recém-publicado no American Journal of Psychiatry, periódico científico de renome, mostrou que jovens asmáticos cometem mais suicídio quando comparados aos seus pares sem o quadro.

Trata-se de um estudo populacional longitudinal em Taiwan, onde foram recrutados de outubro de 1995 a junho de 1996, 162.766 adolescentes de 11 a 16 anos de idade. Cada adolescente participante, assim como os seus pais, preencheram questionários estruturados. No início do estudo, os adolescentes foram classificados em três grupos: (1) asma atual (sintomas presentes no último ano), (2) asma prévia (história de asma, mas sintomas ausentes no último ano) e (3) sem asma. Os participantes foram seguidos até dezembro de 2007 pelo registro no Sistema Nacional de Cerificação de Óbito.

Os resultados são alarmantes: a incidência de mortalidade por suicídio nos jovens do grupo com asma atual foi mais que o dobro dos jovens sem asma, sendo que não houve diferença na taxa de morte por causas naturais entre os grupos. Além disso, ter um número maior de sintomas de asma no início do estudo esteve associado a um risco maior de suicídio no futuro.

Estes resultados mostram que existe uma necessidade de investir em serviços de saúde mental para jovens asmáticos, especialmente aqueles com quadros graves  e sintomas respiratórios persistentes.

Fonte: Kuo CJ, Chen VC, Lee WC, Chen WJ, Ferri CP, Stewart R, Lai TJ, Chen CC, Wang TN, Ko YC.Asthma and Suicide Mortality in Young People: a 12-year follow-up Study. Am J Psychiatry 2010 Jul 15. [Epub ahead of print] * *

SILAS SANTOS
DIRETOR PRESIDENTE DA LAESAM

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A SAÚDE MENTAL NO PAÍS

A maior parte da população nasce saudável, sã e com perspectivas de uma vida promissora, mas nem todos vivem assim. A loucura, a esquizofrenia, o sofrimento mental e as doenças mentais podem acontecer com qualquer pessoa. Muitas vezes sem motivos, a doença tem início em qualquer fase da vida. Uma dura realidade que é melhor quando vivida com a compreensão, carinho e respeito das pessoas, em especial, da família.

Para buscar diminuir um pouco o sofrimento de pacientes e familiares, no ano de 1978 tiveram início as primeiras lutas e movimentos sociais pelos direitos dos pacientes psiquiátricos no Brasil. Esta luta, contava com o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), que era formado por associações de parentes, sindicalistas, profissionais do meio e pessoas com longo histórico de internações psiquiátricas. Eles tinham como objetivo denunciar os métodos usados nos manicômios, denunciar a violência e o abuso da medicação e choques nos internos.

Após inúmeras reivindicações, em 1987 aconteceu o II Congresso Nacional do MTSM na cidade de Bauru, em São Paulo, com o objetivo de que fosse feita a reforma psiquiátrica, mas apenas na década de 1990 foi firmado pelo Brasil a assinatura da Declaração de Caracas, que passou a vigorar no país as primeiras normas federais que regulamentavam a implantação de serviços de atenção diária , fundadas nas experiências dos primeiros Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) e Hospitais-dia, e as primeiras normas para fiscalização e classificação dos hospitais psiquiátricos.

Os CAPS são serviços públicos de saúde mental, destinados ao atendimento de pessoas com transtornos mentais. Este serviço tem como objetivo, a substituição das internações em hospitais psiquiátricos com modelos antigos como os manicômios e tratar a saúde mental do indivíduo de forma adequada, com atendimento, acompanhamento clínico, auxílio na reinserção social dos doentes na sociedade e na própria família.

Além do CAPS, existe também os NAPS, que foi criado pela Secretaria Municipal de Saúde de Santos, em São Paulo, após receber denúncias de que a Casa de Saúde Anchieta era um lugar que maltratava os pacientes, tendo havido casos de morte no local. O assunto teve repercussão nacional o que marcou o processo de reforma psiquiátrica brasileira. O espaço foi abordado inclusive no filme “Bicho de Sete Cabeças”, estrelado pelo ator Rodrigo Santoro.

A reforma psiquiátrica após a lei nacional

 Hoje, sofrem de transtornos mentais severos (esquizofrenia, autismo, psicose infantil, neuroses graves, depressão profunda e deficiência mental severa com sintomas psicóticos) 3% da população do país, ou seja, entre 5 e 6 milhões de pessoas. Além destes pacientes graves, se considerar aqueles que possuem os chamados transtornos mentais leves (depressão não tão profunda, fobias, demências moderadas), chegam a 12% da população, cerca de 20 milhões de pessoas.
Somente no ano de 2001, após 12 anos de tramitação no Congresso Nacional, a Lei Paulo Delgado foi sancionada no país, a tão sonhada reforma psiquiátrica. Com isso, a Lei Federal 10.216 redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços e a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não deixa claro a total extinção dos manicômio.

Redatora: Cristiane Andrade

Disponível em: http://www.eband.com.br/

Silas Santos
Presidente da LAESAM

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Surgimento da LAESAM e Composição da sua Diretoria

      A Liga Acadêmica de Enfermagem em Saúde Mental (LAESAM) surgiu da iniciativa dos alunos do quarto período do ano de 2009, interessados no tema e da colaboração dos professores atuantes na área de saúde mental.
      A LAESAM é uma entidade primordialmente estudantil e que tem a sua frente um grupo de estudantes dedicados a aprofundar-se nessa temática e ajudar a sanar as demandas da população e comunidade acadêmica em torno deste complexo tema que a cada dia vem ganhando mais espaço nas discussões em todas as esferas da sociedade.
      A liga visa desenvolver de maneira equilibrada ações nos três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão, envolvendo um caráter multidisciplinar em que cada futuro profissional possa atuar em sua área com base científica e prática obtida por meio do fomento do estudo e da pesquisa.
     A diretoria é composta por docentes e discentes do curso de enfermagem com intuito de se dedicar e aprofundar na temática da saúde mental.
  
Coordenadora Geral
Profª. Ms. Rejane Maria de Abreu Gonçalves
Discente da disciplina Saúde Mental e Psiquiátrica do curso de Enfermagem da FUPAC/Uberlândia MG.

Orientadora
Profª. Dra. Ana Paula de Oliveira Ribeiro
Discente do curso de Enfermagem da FUPAC /Uberlândia – MG.


Co-Orientadoras
Profª. Especialista Rosangela Caratta Macedo Portella Silveira
Especialista em Neuropsicológia Discente da disciplina de Saúde Mental, Psiquiatria e Psicologia do curso de Enfermagem da FUPAC/Uberlândia – MG

Prof. Mestranda Líbera Helena Ribeiro Fagundes de Souza
Mestranda em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Uberlândia, Especialista em Metodologia do Ensino Superior pela UNIPAC-Araguari, Especialista em Saúde Pública pela UNIFRAN e Coordenadora e Docente do curso de Enfermagem da FUPAC/Uberlândia – MG.

Diretoria:

· Diretor Presidente: Silas Santos
Membro Fundador Vitalício e  Graduando em Enfermagem, 5° Período, pela FUPAC/Uberlândia – MG.

· Diretor Vice-presidente: Artur Rodrigues Cunha
Membro Fundador Vitalício  e Graduando em Enfermagem, 5° Período, pela FUPAC/Uberlândia – MG.

· Diretor Secretário: Fernando Aparecido de Moura Vieira
Graduando em Enfermagem, 5° Período, pela FUPAC/Uberlândia – MG.

· Diretor Financeiro: Uander Rodrigues da Cunha
Graduando em Enfermagem, 5° Período, pela FUPAC/Uberlândia – MG.

· Diretora Pesquisa: Julia Oliveira
Especialista em Saúde Pública com PSF, Especialista em Docência do Ensino e Discente do Curso de Enfermagem da FUPAC/Uberlândia – MG.

· Diretora de Ensino: Alini Cristina da Costa Silva
Graduanda em Enfermagem, 5° Período, pela FUPAC/Uberlândia – MG.

· Diretor de Extensão: Diego Silva Belo de Assunção
Graduando em Enfermagem, 4° Período, pela FUPAC/Uberlândia – MG.

· Diretora de Comunicação/Marketing: Paula Carneiro Pereira
Graduanda em  Enfermagem, 5° Período, pela FUPAC/Uberlândia-MG.

A Importância da Enfermagem no Campo da Saúde Mental

            O estudo da Enfermagem em Saúde Mental é de certo modo fascinante, uma vez que, por vezes, nos leva a reflexões sobre nossos comportamentos. Em muitas situações pode-se perceber a tentativa de acadêmicos de enfermagem em identificar sinais e sintomas das “doenças mentais” em seu próprio organismo (MURTA, 2009).
            Murta (2009) ressalta que “cada vez mais, o conhecimento em saúde mental torna-se necessários a todos os profissionais da área da saúde, principalmente para a enfermagem, pois hoje, com todas as mudanças ocorridas no cenário atual das Políticas de Saúde Mental Nacional e Internacional vivencia-se uma realidade diferente de algumas décadas atrás, em que o doente mental, não está único e exclusivamente dentro dos hospitais especializados em psiquiatria, mas sim, ocupam todos os serviços de saúde instituídos na comunidade”.
            O campo de trabalho da enfermagem se expande e seu significado torna-se notável. Sabe-se que cabe a ela o cuidado e a promoção da ressocialização de cada pessoa, respeitando sua subjetividade. Para efetivação do seu trabalho, o profissional pode desenvolver atividades junto ao portador de transtorno mental, famílias e comunidade, contribuindo para um convívio mais saudável na sociedade.
            Os enfermeiros, enquanto profissionais de saúde, devem munir-se de instrumentos que possibilitem melhor entendimento sobre a saúde mental, o que permitirá adequar os cuidados básicos, para planejar e implementar ações direcionadas aos portadores de transtorno mental, visando à melhoria da qualidade da assistência em nível comunitário, contribuindo para discussões desta temática, em nível nacional.

 
REFERÊNCIAS
MURTA, G. F. Saberes e Praticas: Guia para Ensino e Aprendizado de enfermagem. 5.ed. atual e rev. São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2009. (serie curso de enfermagem. p.305 a 323.